A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres. E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato. Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres. Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas - a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente.
Romance de época | Páginas: 384 | Autor: Sarah MacLean | Editora: Arqueiro | Classificação: 5/5
Lady Calpúrnia, ou Callie, é o exemplo perfeito de como uma dama deve se portar na sociedade. Mas, desde o dia em que debutou, se sentiu um verdadeiro fracasso. Acontece que nenhum cavalheiro lhe convidou para dançar, e se sentindo completamente envergonhada, ela fugiu do salão para se esconder no jardim... e foi aí que ela conheceu Gabriel, o marquês de Ralston. O encontro foi por acaso e rápido, mas o suficiente para que Callie se apaixonasse perdidamente pelo marquês.
Considerado o maior libertino de Londres, Lorde Ralston sempre sabe o que dizer a qualquer mulher - seja ela uma dama ou não. E com Callie, não foi diferente: Vendo-a parecer tão triste, escondida de todos por estar se sentindo humilhada, ele lhe diz algumas palavras de incentivo que ficariam marcadas para sempre.
– Muito bem. – Então ele se aproximou e sussurrou, o hálito soprando os pelos em sua nuca e aquecendo-a no ar frio da noite de abril: – Lembre-se, é uma imperatriz. Comporte-se como uma e as pessoas não terão opção que não a enxergar como tal. Eu já posso ver… – ele fez uma pausa e Callie prendeu a respiração, esperando –…Vossa Alteza.
Mesmo sendo filha de um Conde, e tendo uma reputação imaculada, Callie não conseguiu nenhuma proposta decente de casamento, pois, infelizmente, na Inglaterra do século XIX, existia um único padrão de beleza, e Lady Calpúrnia não se encaixava nele. Depois de muitas temporadas sem ao menos receber algum convite para dançar, ou receber propostas de casamento onde o único interesse era seu dote, agora, aos 28 anos, ela é considerada uma solteirona. E continua apaixonada pelo marquês de Ralston.
Na noite em que um jantar é oferecido em comemoração ao noivado de sua irmã mais nova, cansada de ser a solteirona certinha da família, e se sentindo humilhada depois de algumas palavras desagradáveis de uma tia insensível, Callie se refugia na biblioteca do irmão, e ao desabafar com ele, Benedick a incentiva a quebrar algumas regras. Ele só não imaginava que a irmã iria mais longe do que o sugerido. Ao ficar sozinha no escritório, Callie faz uma lista de regras que desejava quebrar, na esperança de, talvez, se sentir mais viva com o risco de ter sua honra corrompida:
As Regras: ⠀1- Beijar alguém... apaixonadamente.2- Fumar charuto e beber uísque.3- Montar com as pernas abertas.4- Esgrimir.5- Assistir a um duelo.6- Disparar uma pistola.7- Jogar (em um clube para cavalheiros).8- Dançar todas as danças de um baile.9- Ser considerada linda. Pelo menos uma vez. ⠀
Na mesma noite, Callie atingiu o ponto alto do sentimento de humilhação ao ouvir uma conversa da irmã e do noivo em onde era o assunto principal, fazendo com que ela reunisse a coragem necessária para cumprir o primeiro item da lista, e ir atrás da única pessoa com quem havia sonhado que seria o seu primeiro beijo: Gabriel.
– Este não foi o beijo que veio buscar – falou Gabriel.
– Ora, bem. Foi bastante agradável. Acho que estou muito satisfeita.
– Bastante agradável não deveria ser o que está procurando. Nem o beijo deveria deixá-la satisfeita.
Então ele a beijou. De verdade. Puxou-a contra si e pressionou a boca na dela, possuindo-a, tomando-a de uma forma que Callie nunca poderia ter imaginado. Foi como se ele lesse seus pensamentos e, quando ela não podia aguentar nem mais um instante, abraçou-a mais apertado e aprofundou o beijo, mudando a pressão.
E ela se perdeu. De repente, estava em chamas. Gabriel tinha razão. Este era o beijo pelo qual tinha vindo.
Quando ele falou, seus lábios se curvaram junto à orelha dela, a respiração áspera transformando as palavras mais em um afago do que um som.
– Beijos não devem deixá-la satisfeita. Eles devem deixá-la querendo mais.
O beijo acabou sendo parte de um acordo improvisado, onde Gabriel pediu em troca que ela o ajudasse a inserir sua meia-irmã na sociedade, sem nem imaginar que estaria correndo o risco de perder a única coisa que ele jurou que nunca daria a ninguém: Seu coração.
Assim, temos uma história apaixonante e do tipo que te prende e te faz perder a noção do tempo. Do tipo que você repete vezes seguidas a frase “só mais um capítulo", mas quando percebe, já são três da manhã. As aventuras de Callie garantem muitas risadas, e ao mesmo tempo em que você fica aflita com medo de ela ser pega em suas escapadas, também fica torcendo para que ela se jogue sem medos na aventura seguinte. Os únicos momentos que me deixaram irritada, foram os que Callie sempre se diminuía e nunca acreditava que as intenções de Gabriel eram verdadeiras. Sério, eu tinha vontade de entrar na história e dar um sacode na mocinha!
Sou uma fã de carteirinha de romances de época, e confesso que depois de ter lido a série "Os Bridgertons" inteira, e ter virado fã de Júlia Quinn, achei que não encontraria outro romance que me deixasse tão envolvida e apaixonada pela história e por seus personagens, mas nesse livro encontrei esse encanto novamente. Já virei fã de Sarah MacLean também, e mal posso esperar para ler suas outras obras.



Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar, é o primeiro livro da trilogia Os Números do amor. Apesar de cada livro ser protagonizado por um casal diferente, é importante lê-los na ordem, pois os casais estão interligados.




