Simon Fairfax, o fatalmente charmoso marquês de Lisburne, acaba de retornar relutantemente a Londres para cumprir uma obrigação familiar. Ainda assim, ele arranja tempo para seduzir Leonie Noirot, sócia da Maison Noirot. Só que, para a modista, o refinado ateliê vem sempre em primeiro lugar, e ela está mais preocupada com a missão de transformar a deselegante prima do marquês em um lindo cisne do que com assuntos românticos. Simon, porém, está tão obcecado em conquistá-la que não é capaz de apreciar a inteligência da moça, que tem um talento incrível para inventar curvas – e lucros. Ela resolve então ensinar-lhe uma lição propondo uma aposta que vai mudar a atitude dele de uma vez por todas. Ou será que a maior mudança da temporada acabará acontecendo dentro de Leonie? Volúpia de veludo, terceiro livro da série As Modistas, é uma história de amor envolvente, com personagens femininas fortes e determinadas que transitam com perfeição entre o romantismo e a sensualidade.
Romance de época | Autora: Loretta Chase | Número de páginas: 320 | Editora: Arqueiro | Classificação: 5/5 +
No terceiro livro da série As Modistas, conhecemos mais sobre Leonie Noirot, a irmã mais nova das três Noirots. Sendo a única que sobrou para cuidar dos problemas da loja, já que Marcelline está casada com o duque de Clevedon e sofrendo com os enjoos por conta da gravidez, e Sophie está no continente em lua de mel com o conde de Longmore, ela se apega a determinação de que precisa fazer de tudo para manter a Maison Noirot a todo vapor.
Leonie não tem nenhum dom artístico como suas duas irmãs. No entanto, ela é ótima com números, e é a própria quem cuida das questões administrativas da loja. Agora, tendo que assumir o papel de três, ela não tem tempo para mais nada na vida a não ser manter a loja funcionando, e vê uma boa forma de manter a loja em evidência quando conhece lady Gladys, prima de lady Clara Fairfax. Gladys é um típico patinho feio da sociedade, e nada melhor para os negócios do que transformar um patinho feio em um belo cisne, e isso precisava de toda a sua atenção. Ela só não contava com uma distração e tanto, chamada marquês de Lisburne.
Ela deu um pulo e cambaleou para trás. Bateu em uma parede que não deveria estar lá. Não, não era uma parede. Era algo grande, quente e vivo. Tinha cheiro de homem: loção de barbear, goma e lã. Mãos masculinas e enluvadas, que tocaram seus ombros com leveza e a colocaram de volta na posição vertical, confirmaram essa impressão. Ela se virou depressa e ergueu os olhos - olhou bem para ele. Ah, Deus. Ou, mais precisamente, Ah, deus de Marte.
O marquês de Lisburne, ou, Simon Fairfax, é um homem extremamente charmoso, lindo, sagaz e sedutor. Ele está de volta a Londres para acompanhar e proteger seu primo, lorde Swanton, um famoso poeta que parecia viver com a cabeça na lua. Porém, em seu primeiro contato com Leonie, ele percebe que seu tempo na Inglaterra poderia ser muito mais bem gasto se também seduzisse a bela Noirot. Ele só não imaginava que o jogo de sedução fosse ser tão perigoso, muito mais perigoso pra ele do que pra ela.
Ela devolveu o olhar, por um instante. Em seguida riu, uma risada espontânea e verdadeira. Foi a vez dele de perder o fôlego.
Sendo primo de lady Gladys e conhecendo-a muito bem, Lisburne não acredita que Leonie consiga transformá-la em uma dama desejável, e daí surge uma aposta entre os dois. Em meio a tudo isso, lorde Swanton decide ajudar a Sociedade das Costureiras com um evento beneficente, e Lisburne é a pessoa encarregada de cuidar dos detalhes com Leonie, o que os deixa ainda mais próximos, fazendo assim, com que a atração entre os dois seja irresistível.
Ele a beijou como ela queria que fizesse, algo real, não uma provocação. A boca dele pressionando a dela, enviesada, persuasiva, exigente. E ela cedeu, é claro, para conseguir mais, para dar mais... só para mostrar a ele. Ela também sabia provocar e brincar e atiçá-lo ainda mais. Se ela não conseguia se controlar, faria com que ele também perdessse o controle. Ele a queria. Não era segredo. E, se ele estivesse determinado a fazer com que ela o quisesse, então ela faria com que ele a desejasse ainda mais.
Olha, preciso dizer que esse livro ficou competindo bastante com o primeiro da série. Amei demais Sedução da Seda, mas depois de fazer igual a Leonie, e pesar os prós e os contras, definitivamente Volúpia de Veludo virou meu favorito dentre os três, e o motivo é o seguinte: O clima de romance entre o casal é extremamente apaixonante! Leonie, apesar de ser muito organizada e a mais ajuizada das três irmãs, não consegue resistir aos seus sentimentos pelo marquês, diferente do que vimos acontecer com Marcelline e Sophie nos dois primeiros volumes da série. Ela assume para si mesmo que está apaixonada e tem plena consciência de que não é forte o suficiente pra resistir a todos os encantos do nosso lindo Lisburne,
Diferente dos dois primeiros livros da série, que abordam mais os assuntos da loja, Volúpia de Veludo foca mais no romance, e foi por esse motivo que eu amei, suspirei, e me apaixonei por esse casal. Me encontro até agora com uma ressaca literária enorme e ainda não consegui fugir do mundinho das modistas para começar um novo livro chorando de saudade estou.
Sobre os outros aspectos, a escrita de Loretta continua tão viciante como sempre, aquela leitura fluida e cheia de sensualidade e um tanto cômica que nos prende e nos faz querer sempre mais. A narração continua sendo em terceira pessoa amo/sou, e eu adoro isso. Todos os personagens secundários são cativantes, até mesmo lady Gladys ganhou um espacinho no meu coração hahaha. E pra finalizar, só quero repetir pra deixar registrado o quanto amei esse livro! Mal posso esperar para ler o último título da série, que será lançado em setembro!
● A série:
Volúpia de Veludo é o terceiro livro da série As Modistas. Apesar de cada livro narrar a história de um casal diferente (a das três irmãs Noirot e de uma de suas clientes), é importante ler a série na ordem para que não perca detalhes do livro anterior, que sempre são mencionados no livro seguinte, e só que já leu seu antecessor é que vai entender.
Um beijo, e boa leitura!







